Segunda, Julho 16, 2018
   
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Maior número de blocos sem corda ajuda a diminuir violência no Carnaval

Maior número de blocos sem corda ajuda a diminuir violência no Carnaval.

Desde o Carnaval 2016 até este terceiro dia de festa em 2018, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou redução significativa no volume de atendimentos diretamente ligados à folia. Neste período, o número caiu de 1.471 para 1.030 nos primeiros momentos da festa. O secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, atribui essa queda ao trabalho conjunto realizado pelos órgãos de fiscalização da Prefeitura com o apoio da polícia.

Um bom exemplo está nas ações executadas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para coibir a preparação de alimentos nos circuitos com materiais cortantes ou de forma a provocar queimaduras. Os agentes atuam na proibição da fabricação e comercialização de bebidas artesanais, como capeta, caldeirão do diabo e príncipe maluco, no uso de espetinhos de madeira e outros objetos perfuro cortantes.

Ele também destacou o aumento do número de blocos sem cordas como um dos fatores que contribuiu para os dados. "Por isso essa queda significativa no número de atendimentos, principalmente nos últimos três anos. E o fato de haver mais atrações sem corda evita maiores atritos com a polícia, cordeiros ou foliões, resultando na diminuição dos casos de agressão física. Isso também foi reforçado pela presença dos portais de revista nas principais entradas para os circuitos da festa, diminuindo o risco para o folião na rua, permitindo uma convivência mais pacífica, disciplinando o Carnaval", disse o secretário.

A ação teve início no começo do verão, portanto há dois meses, onde os principais problemas foram identificados. Além disso, por meio da Vigilância Sanitária, a SMS assegura que bebidas e alimentos sejam devidamente testados, bem como a regularização das empresas que atuarão na festa, evitando a ocorrência de diarreias e intoxicação alimentar nos circuitos.

Apreensões - Responsáveis, em parte, pela diminuição das agressões e acidentes nos circuitos da folia, a retirada dos espetinhos de madeira já chega a 290 unidades no Carnaval deste ano. Em dois dias, a Semop já retirou de circulação 54 litros de bebidas alucinógenas artesanais e 11 botijões de gás.

Números 2018 - Entre os dias 7 e 10 de fevereiro, foram realizados 1.030 atendimentos na área da saúde, com redução de 14,2% em relação à 2017. O circuito Barra/Ondina (Dodô) realizou 727 atendimentos, o Campo grande (Osmar) teve 286 e o Batatinha (Pelourinho), 17. Houve redução de atendimento nos postos do circuito em relação a 2017, de 17,1%, 8,6% e 54,5% respectivamente.

A maioria dos módulos apresentaram reduções no quantitativo de atendimentos em relação a 2017. Houve ainda redução nos seguintes tipos de atendimentos: bucomaxilo (30,7%), cirúrgico (15,6%), clínico (13,3%) e ortopédico (11,4). Não há registro de atendimentos por projetil de arma de fogo, e houve redução do número de agressões físicas em 18,6%.

Foram transferidos 35 pacientes, o que corresponde a 3,4%. A maioria para a UPA Vale dos Barris (15), Hospital Geral do Estado (9), Hospital Teresa de Lisieux (2), COT Canela (2), Hospital Português (02) e os demais (5) para outros serviços de retaguarda. A maioria procedente do Circuito Barra/Ondina – Farol da Barra (7), Sabino Silva (7), Ademar de Barros (5), Espanhol/Morro do Gato (5) e Shopping Barra (2).

 

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